Os videojogos fazem parte da nossa infância e da nossa vida há vários anos, tendo vindo a sofrer várias evoluções relacionadas com o avanço da tecnologia. Assim sendo, num mundo cada vez mais digital, em que os videojogos ganharam uma nova vida e novas funcionalidades, o papel dos pais na promoção da jogabilidade responsável é mais importante que nunca.

Nos dias de hoje, além de serem uma forma de diversão, são, sobretudo, uma fonte de aprendizagem e socialização. Contudo, é necessário ter atenção a alguns aspetos, como o número de horas que as crianças/adolescentes passam a jogar, se os conteúdos são ou não adequados à idade ou que tipo de contacto têm com desconhecidos online. Tendo isto em conta, de que forma é que os pais podem desempenhar um papel ativo e positivo na educação para uma jogabilidade segura e equilibrada?

O primeiro passo é compreender os videojogos que os mais novos jogam, conhecendo os temas que tratam e qual a classificação etária, como o sistema PEGI- Pan European Game Information, que avalia e identifica os videojogos de acordo com a natureza dos seus conteúdos, garantindo que os pais, jogadores e consumidores saibam o tipo de conteúdo que vão encontrar.

Para tal, as ferramentas de controlo parental são essenciais, permitindo, por exemplo, que os pais protejam a privacidade e garantam a segurança online dos seus filhos, de acordo com vários parâmetros. Estas ferramentas, além de permitirem aos pais monitorizar e limitar o tempo de jogo, permitem também controlar, inspecionar e restringir a permissão para compras digitais, limitar o acesso à navegação na Web e controlar o nível de interação online (salas de chat) e troca de dados (conteúdos gerados pelo utilizador).

Contudo, mais do que impor restrições, é essencial criar um ambiente de confiança e diálogo. Conversar sobre segurança online, explicar os riscos da partilha de informações pessoais e incentivar a comunicação são aspetos centrais para uma experiência segura. Compreender se os filhos jogam online ouoffline, com quem interagem e quais os jogos que preferem é importante.

Como mencionado anteriormente, os videojogos podem ser excelentes ferramentas de aprendizagem, desenvolvendo competências cognitivas, espaciais e motoras e habilidades relacionadas com a área tecnológica. Além disso, promovem a criatividade na resolução de problemas complexos e estimulam o sentido de colaboração na superação de obstáculos. Assim sendo, procurar videojogos divertidos e com conteúdos educativos pode ser uma forma de melhorar a aprendizagem.

No âmbito do Dia Mundial da Internet Segura, é fundamental refletirmos sobre o papel da tecnologia na vida das crianças e jovens. A jogabilidade responsável deve ser vista como um equilíbrio, orientação e envolvimento parental. Com comunicação entre pais e filhos, regras claras e um acompanhamento, é possível garantir que o tempo passado a jogar seja seguro, positivo e enriquecedor para as crianças e jovens.